sábado, 22 de abril de 2017

Documentos da Odebrecht guardados na Suíça chegam ao Brasil

Dilma e Temer
Uma cópia do servidor com 2 milhões de páginas de documentos, e-mails e provas de transações bancárias das atividades suspeitas da Odebrecht já está em Brasília. Os dados guardados pela construtora na Suíça passam atualmente por uma “preparação” para que possam ser usados pelos procuradores da Operação Lava Jato e pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot.
O conteúdo é tratado pelos procuradores da força-tarefa como uma espécie de “caixa-preta da República” de todos os pagamentos de propinas pela construtora pelo mundo. Entre as informações contidas no servidor estão, segundo os delatores e investigadores, os registros de pagamentos para a campanha de Dilma Rousseff e Michel Temer, em 2010.
Os dados vão ajudar no cruzamento de informações com os inquéritos abertos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) relacionados às delações premiadas de executivos e ex-executivos da Odebrecht.
Comprovantes
A expectativa da Procuradoria-Geral da República (PGR) é de obter comprovantes de pagamentos, tabelas de transferências e extratos bancários. As defesas de políticos investigados têm minimizado o conteúdo das acusações.
Até agora, há registro de mil relações bancárias ligadas à Odebrecht em contas na Suíça, com o bloqueio de US$ 1 bilhão. Pelas movimentações da construtora, US$ 635 milhões passaram pelas contas secretas.
(Com Estadão Conteúdo)


Serra quer Lula candidato em 2018

Uma cena ocorrida durante um jantar oferecido por Eunício Oliveira, há cerca de dez dias, revela como a delação da Odebrecht uniu PT, PSDB e PMDB na esquina do desespero.
Na ocasião, tucanos e petistas defendiam abertamente a aprovação do projeto da lei do abuso de autoridade, que endurece punições a procuradores e juízes.
Depois de ouvir elogios dos colegas à proposta, Jorge Viana alertou sobre a situação de quem lhe interessa. Disse que a iniciativa, embora bem-vinda, não altera em nada a situação de Lula, ameaçado de ser preso.
Eis que a frase de consolo partiu de José Serra, deixando claro que o medo hoje é pluripartidário em Brasília. “Não. Lula tem que ser candidato em 2018. Tem legitimidade”.

VEJA

Na TV Espanhola, Temer elogia Moro

Em entrevista à Televisão Espanhola (TVE), o presidente Michel Temer considerou que o juiz Sérgio Moro, responsável pela condução de algumas das investigações da Operação Lava Jato, “cumpre o seu papel adequadamente”. Parte da conversa com os jornalistas espanhóis, gravada na última quinta-feira (20) no Palácio do Planalto, foi dedicada aos possíveis impactos que os desdobramentos das investigações poderão gerar nas atividades do Congresso e na economia brasileira.
Questionado sobre a atuação de Sérgio Moro e sobre o instituto da delação premiada realizada no âmbito da Lava Jato, Temer ressaltou: “Moro cumpre o seu papel como membro do Poder Judiciário, como devem fazer todos que o compõem. Creio que ele cumpre o seu papel adequadamente. Qualquer consideração negativa que eu faça sobre a delação será prejudicial porque podem entender que queremos acabar com a Lava Jato”.
O presidente também classificou como “triste” o fato de parte do governo ser alvo de inquéritos decorrentes das investigações. Entre aqueles que o ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a abertura de inquéritos estão nove ministros do governo Temer, 29 senadores e 42 deputados federais, entre eles os presidentes das duas Casas.
Fachin também pediu ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que se manifeste sobre um recurso do PSOL, que pede a inclusão do presidente Michel como investigado em um dos inquéritos abertos com base nas delações da Odebrecht. O inquérito em que o PSOL entrou com recurso vai apurar pagamento de vantagens indevidas em um processo licitatório que o Grupo Odebrecht participou dentro do Plano de Ação de Certificação em Segurança, Meio Ambiente e Saúde (PAC SMS).
“Sim, me parece triste, não posso falar outra coisa. Mas em relação a essas investigações, temos que esperar que o Poder Judiciário condene ou absolva as pessoas”, afirmou Temer.
Apesar dos desdobramentos das investigações, o presidente ressaltou aos espanhóis que as atividades no país serão mantidas dentro da normalidade. “Brasil não para. Portanto, não será a corrupção que vai paralisar o país”.

Época


Dilma: traição


As delações da Odebrecht apontam que Dilma Rousseff sabia que sua campanha foi bancada com dinheiro de propina e paga no caixa dois. Aparentemente, isso não a perturbava, afinal, era assim que o sistema político-eleitoral “funcionava”. Mas o episódio que a deixou, de fato, transtornada foi o de que seu próprio assessor tido como um filho, Anderson Dornelles, recebia mesada de R$ 50 mil da empreiteira, sabe-se lá por quê. Ao analisar os vídeos, ficou no entorno da petista a dúvida: além de fazer chegar demandas da Odebrecht como e-mails e telefonemas, teria Anderson, que frequentava o núcleo político e familiar de Dilma, vendido para empresas informações presidenciais privilegiadas? O assessor nega o recebimento das mesadas. Dilma tem dúvidas.
Atirados…
A nota oficial de Dilma após a divulgação dos depoimentos de João Santana e Mônica Moura chocou até ex-funcionários do Planalto. A petista diz que “nunca autorizou arrecadação de recursos por meio de caixa dois”. E que “todos que participaram nas instâncias de coordenação das duas campanhas sempre tiveram total ciência disso”.
…aos leões
A ex-presidente simplesmente lava as mãos – para tentar livrar a biografia e a própria pele – e atira seus ex-ministros Antonio Palocci e Guido Mantega aos leões. Segundo delações da Odebrecht, eles eram os arrecadadores extra-oficiais. Esse movimento foi interpretado como uma vacina para a eventual delação de Palocci no horizonte.

ISTOÉ

Caixa 2 generalizado é “opinião” da Odebrecht, diz Temer

O presidente da República, Michel Temer, disse hoje (22) em entrevista à agência EFE que um suposto uso universal da prática conhecida como caixa 2 nas eleições brasileiras é “uma opinião”da empreiteira Odebrecht. O ex-presidente da empresa, Marcelo Odebrecht, afirmou em depoimento à Polícia Federal que não existe, no Brasil, nenhum político eleito para cargo público sem o uso dessa prática.
“Acho que é uma opinião. A Odebrecht é que acha que todos os políticos se serviram do caixa 2. Aliás, ao assim se manifestarem, dizem que eles são os produtores do caixa 2. Eu conheço muitos políticos que não se serviam do caixa 2 para se eleger. Eu fui presidente de um partido [PMDB], o maior partido do país durante 15 anos, e as contribuições chegavam oficialmente pelo partido”.
Temer descartou ainda que a delação da Odebrecht vá atrapalhar a aprovação das reformas trabalhista e da Previdência no Congresso Nacional. Após a delação, foi pedida a abertura de inquéritos para investigar ministros do seu governo, além de deputados e senadores da oposição e da base aliada.
“Quando um delator fala, há o início de um processo que nem ainda é um processo judicial. Muitas vezes é um inquérito de natureza administrativa. Depois pode dar-se a hipótese do inquérito judicial, e depois é que o Ministério Público vai verificar se denuncia ou não. E o Judiciário vai dizer se recebe ou não a denúncia”, enumerou Temer, que reafirmou ter estabelecido uma “linha de corte”. “Quando alguém é denunciado pelo Ministério Público eu afasto provisoriamente o ministro. Se depois a denúncia for aceita [pelo Judiciário] eu afasto definitivamente”, acrescentou.
Previdência
Ainda sobre as reformas em tramitação no Congresso, Michel Temer disse acreditar que após os ajustes articulados com o relator na Câmara dos Deputados, Arthur Maia (PPS-BA), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/2016, que trata da Previdência, será aprovada.
“Com essas adequações, a impressão que nós temos é que vai ser possível aprovar a reforma. Eu, claro, faço tudo pautado por uma equipe econômica”, afirmou o presidente. Segundo ele, com a suavização da reforma da Previdência, a redução do déficit previdenciário nos próximos dez anos cairá de R$ 820 bilhões para R$ 600 bilhões. Para Temer, mesmo com a redução no volume economizado a reforma é “útil” porque contribuirá para um país “mais organizado” em 2019.
O presidente disse ainda que as manifestações contra seu governo são de “natureza política” e que, por isso, “dá pouca atenção” ao tema. “A oposição é muito organizada. E, neste sentido, a oposição até está legitimada a fazer este movimento. Eu dou pouca atenção a isso, porque eu faço uma distinção muito grande entre atos populistas, que são irresponsáveis, e o ato popular”, disse.
Segundo Temer, as mudanças que sua gestão está promovendo se enquadrariam no conceito de ato popular. “O ato popular é aquele em benefício do povo e demanda um certo período para ser reconhecido. O que eu estou praticando não são atos populistas, são atos populares. As reformas pesadíssimas que estou fazendo para preparar para o futuro são o oposto dos gestos populistas. Então, em um primeiro momento, elas assustam”, disse o presidente.



FOTOS: Ruas alagadas em Lagoa Nova


Situação complicada nas ruas do bairro de Lagoa Nova após as fortes chuvas durante a madrugada. Veja abaixo:

FOTOS: Cedidas


Blog do BG: 

Mega-Sena pode pagar prêmio de R$ 88 milhões neste sábado


Mega-Sena pode pagar R$ 88 milhões neste sábado  (Foto: Heloise Hamada/G1)
O sorteio 1.923 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 88 milhões para quem acertar as seis dezenas. O sorteio ocorre às 20h (horário de Brasília) desge sábado (22), no município de São Fidélis (RJ).
De acordo com a Caixa Econômica Federal, com o valor integral do prêmio, o ganhador poderá comprar sete iates de luxo. Se quiser investir na poupança, receberá mensalmente quase R$ 530 mil em rendimentos.
Para apostar na Mega-Sena
As apostas podem ser feitas até as 19h (de Brasília) do dia do sorteio, em qualquer lotérica do país. A aposta mínima custa R$ 3,50.




Natal tem madrugada de trovões, raios e previsão de um sábado de chuva razoável


O dia amanheceu na capital do sol com bastante chuva após uma madrugada pesada de trovões, raios e muita água.
São muitos relatos no zap do BG de alagamentos e ruas intransitáveis na cidade.
Durante o dia iremos publicitar essas fotos que estão sendo enviadas.
A previsão é de pancadas de chuva durante o dia na capital e alguns municipios da grande Natal.
Ao anoitecer tem uma previsão de chuva mais intensa.



Blog do BG: 

Debate sobre corrupção deve ser adiado no PT

O Estado de S.Paulo
As novas denúncias envolvendo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva reveladas pela chamada lista de Fachin e pela delação do empreiteiro José Aldemário Pinheiro Filho, o Léo Pinheiro, da OAS, devem adiar mais uma vez o debate profundo no PT sobre corrupção.
Desde que o escândalo do mensalão eclodiu, em 2005, setores do PT tentam discutir a fundo a questão da corrupção no partido, mas as tentativas sempre foram barradas. Havia a expectativa de que, com a ampliação da crise provocada pela Operação Lava Jato, o 6.º Congresso do PT, marcado para o início de junho, fosse finalmente o palco desta discussão.
Lideranças importantes como o ex-ministro Tarso Genro e o presidente do PT, Rui Falcão, defenderam em entrevistas, no ano passado, que o partido separasse quem agiu em nome da legenda, como o ex-tesoureiro João Vaccari Neto, dos acusados de enriquecimento pessoal, como os ex-ministros José Dirceu e Antonio Palocci.

PT encolhe 27% e perde 1.120 diretórios municipais

Cena de fechamento do vídeo veiculado no Facebook do Lula e no site do PT (Foto: Reprodução / Facebook Lula)
O Estado de S.Paulo
Números do Processo de Eleição Direta (PED) do PT realizado no dia 9 em todo o Brasil mostram que, das 4,1 mil cidades onde o partido está organizado, cerca de 1.120, 27% do total, não conseguiram organizar nem sequer uma chapa de 20 filiados para compor o diretório municipal. Nesses municípios, os diretórios serão substituídos por comissões provisórias. Entre eles estão cidades importantes como Uberlândia, a segunda maior de Minas.
É por meio do PED que os petistas escolhem as direções locais do partido e os delegados para os Congressos Estaduais, que, por sua vez, vão definir os representantes para o 6.º Congresso Nacional, onde será eleita a nova direção partidária, em junho deste ano.
Alguns dirigentes do PT apontam a dificuldade para preencher as cotas obrigatórias destinadas a negros, índios, mulheres e jovens como motivo para o desaparecimento dos diretórios nessas cidades. Há ainda suspeitas de fraudes que podem contribuir para o resultado (mais informações nesta página).

Odebrecht entrega extratos ligados a reunião com Michel Temer em 2010 que “definiu propina”

Por FolhaPress
A Odebrecht apresentou à Lava Jato extratos que seriam de pagamento de propina vinculada por delatores a uma reunião com o presidente Michel Temer em 2010.
Os valores superam os US$ 40 milhões que, segundo ex-executivos, tiveram o repasse acertado em encontro com o hoje presidente, em seu escritório político paulistano.
A propina é ligada, de acordo com a Odebrecht, a um contrato internacional da Petrobras, o PAC-SMS, que envolvia certificados de segurança, saúde e meio ambiente em nove países onde a estatal atua. O valor inicial era de US$ 825 milhões.
De acordo com documentos referentes ao PAC-SMS, apresentados pela Odebrecht, os repasses foram feitos entre julho de 2010 e dezembro de 2011. Os extratos atingem US$ 54 milhões, mas a soma de planilhas anexadas chega a US$ 65 milhões.
Do total, uma pequena parte foi paga em espécie no Brasil, em hotéis em São Paulo, no casos de petistas citados, e em um escritório no centro do Rio, localizado na rua da Quitanda, para os demais.
A maior parte, no entanto, foi repassada a contas de operadores no exterior.
A Odebrecht reuniu mais de 50 depósitos em offshores fora do Brasil que vão de US$ 280 mil a US$ 2,3 milhões. Para realizá-los, o setor de operações estruturadas, área responsável por propina e caixa dois do grupo, utilizou cinco empresas em paraísos fiscais, quatro delas em Antígua.
Márcio Faria, ex-presidente da Odebrecht Engenharia, disse em delação que o PMDB negociou propina de 5% do contrato, correspondente a US$ 40 milhões.
Segundo Faria, no encontro com Temer não se falou em valores, “mas ficou claro que se tratava de propina” relacionada ao contrato, e não contribuição de campanha.
A reunião, segundo ele, teve a presença de outras pessoas, como o ex-deputado Eduardo Cunha, e ocorreu quando Temer era presidente do PMDB e candidato a vice de Dilma Rousseff (PT).
Rogério Araújo, responsável pelo lobby da Odebrecht na Petrobras, disse que Temer “assentiu” e deu a “bênção” aos termos do acordo, previamente tratados com Cunha e com o lobista João Augusto Henriques. Temer confirma o encontro, mas nega a versão sobre propina.
Os delatores relatam que a propina foi renegociada, e o PMDB teria ficado com 4% e o PT, 1%. Nas delações entregues ao STF (Supremo Tribunal Federal), a Procuradoria-Geral da República identificou os petistas que teriam recebido o dinheiro, mas não quem seriam os peemedebistas além de Cunha, preso em Curitiba.
O senador Humberto Costa (PE), o ex-senador Delcídio do Amaral e o ex-tesoureiro João Vaccari Neto aparecem como receptores vinculados ao PT, com os codinomes “Drácula”, “Ferrari” e “Camponês”, respectivamente.
Três apelidos não foram identificados: “Mestre”, “Tremito” e “Acelerado”.
Um ex-engenheiro da Petrobras, Aluísio Teles, subordinado ao então diretor da área internacional Jorge Zelada, é apontado como outro beneficiário de pagamentos.
Segundo depoimentos, o processo de licitação do PAC-SMS foi feito de forma fraudulenta, com participação de outras construtoras, como a OAS e a Andrade Gutierrez.
Elas simularam interesse no projeto, possibilitando aumento de preço por causa da suposta concorrência.
A Procuradoria pediu ao STF abertura de inquérito sobre políticos envolvidos, mas só solicitou que Humberto Costa e Delcídio fossem ouvidos pela Polícia Federal.
Nos depoimentos, aparecem pelo menos três intermediários dos repasses: Ângelo Lauria, ligado ao lobista João Henriques, Rodrigo Duran e Mario Miranda (da Petrobras). O comportamento de Lauria levou a empreiteira a mudar o sistema de entrega.
Conforme relato do delator César Ramos, o operador apareceu um dia dizendo claramente que tinha vindo “pegar o dinheiro da Odebrecht”, sem tentar disfarçar a operação por meio de códigos. A frase foi comunicada à construtora, que disse que isso não podia se repetir.
OUTRO LADO
A assessoria de Michel Temer afirmou que o presidente “jamais tratou de valores com o senhor Márcio Faria” e que “a narrativa divulgada não corresponde aos fatos e está baseada em uma mentira absoluta”. “O que realmente ocorreu foi que, em 2010, em São Paulo, Faria foi levado ao presidente pelo então deputado Eduardo Cunha. A conversa, rápida e superficial, não versou sobre valores ou contratos na Petrobras. E isso já foi esclarecido anteriormente, quando da divulgação dessa suposta reunião”.
Temer “contesta de forma categórica” o envolvimento de seu nome em negócios escusos e diz que nunca atuou em defesa de interesses particulares na Petrobras, nem defendeu pagamento de valores indevidos a terceiros.
A defesa do ex-deputado Eduardo Cunha classificou a acusação como “absurda”, e “inventada por um concerto de delatores e, não por acaso, não vem acompanhada da mais mínima prova”.
O senador Humberto Costa (PT-PE) disse que nunca se relacionou com qualquer pessoa sobre o PAC-SMS e que o próprio delator da Odebrecht relatou que jamais teve contato com ele.
A defesa de Delcídio do Amaral afirma que os fatos relatados pelos delatores são “mentira”.
A defesa de Augusto Henriques negou “qualquer influência ilícita em negócios envolvendo a Petrobras”.