Segundo a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), juízes se
preparam a vida inteira para aplicar a Lei e devem ser valorizados
Por Da redação Sessão no plenário
do STF (Supremo Tribunal Federal) que decide se mantém ou não liminar que
determina o afastamento de Renan Calheiros da presidência do Senado Federal -
07/12/2016 (Rosinei Coutinho/SCO/STF)
A Associação dos Magistrados
Brasileiros (AMB), maior entidade de juízes do mundo, encaminhou ao presidente
Michel Temer, nesta terça-feira documento defendendo que um terço das vagas do
Supremo Tribunal Federal (STF) seja ocupado por magistrados de carreira.
A
indicação de um juiz de carreira, concursado e de notório saber jurídico, é uma
reivindicação antiga da associação. No dia 19 de janeiro, o Supremo perdeu o
ministro Teori Zavascki, morto em acidente
aéreo em Paraty, litoral do Rio de Janeiro. Temer ainda não definiu o sucessor,
sob alegação de que só o fará quando a Corte máxima escolher o novo relator da
Operação Lava Jato.
“O pleito da entidade é de que
seja indicado um magistrado para o Supremo Tribunal Federal. Na AMB, temos mais
de 14 mil juízes e eles não têm representatividade no Conselho Nacional de
Justiça e no Supremo. Isso é motivo de descontentamento”, afirmou o presidente
da AMB, Jayme de Oliveira.
Um dos
nomes aventados para ocupar a vaga de Teori é o do ministro da Justiça
Alexandre de Moraes que não é juiz de carreira. Moraes é advogado, já foi
secretário de segurança pública do governo Alckmin, pertenceu ao Ministério
Público e é livre-docente pela Universidade de São Paulo (USP).
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BrasilComo funciona o sorteio que definirá relator da Lava Jato no STFquery_builder31 jan 2017 - 21h01 Para Oliveira, a nomeação rápida
de um integrante do Judiciário ‘certamente trará uma grande contribuição para o
STF’. “A AMB tem o objetivo de colaborar com o aperfeiçoamento e sistemática de
escolha dos ministros do STF, desenvolvendo critérios técnicos e éticos para
tornar a Corte ainda mais equilibrada e plural”, afirma Jayme de Oliveira na
carta a Temer.
A AMB argumenta ainda que os
magistrados ‘precisam ser valorizados, pois se preparam a vida inteira para
cumprir a importante missão social de aplicar a Lei, julgar processos, fazer
com que a Justiça prevaleça’.
(Com
Estadão Conteúdo)

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