Ontem, José Sarney (PMDB-AP) e Marco Maia (PT-RS) disseram que vão viabilizar a CPI até o fim desta semana. "Fechamos o entendimento de que o melhor é uma CPI mista", afirmou Maia.
O PT decidiu apostar no desgaste para a oposição.
Foto: André Dusek / O Globo
A estratégia do governo, porém, é considerada arriscada até por aliados. Motivo: as investigações atingem petistas, caso do deputado Rubens Otoni (GO). Ontem, o chefe de gabinete do governador Agnelo Queiroz (PT-DF), também sob investigação da PF, deixou o cargo.
Além disso, nesta semana veio à tona a ligação de funcionário do Palácio do Planalto com o grupo de Cachoeira.
Em um primeiro momento, o PT no Senado hesitou a endossar uma CPI. Mudou de ideia ao receber um recado de que Lula havia recomendado apoio à investigação.
"A princípio, Lula é a favor que haja CPI. O que ouvi ele dizer é que está com os poucos cabelos que tem em pé com tudo que há sobre o caso. Se for verdade o que a imprensa está dizendo, Marconi entregou o Estado para Cachoeira", disse à Folha Paulo Okamoto, um dos principais assessores de Lula.
Assinante do jornal leia mais
Nenhum comentário:
Postar um comentário